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  • Foto do escritorIris Olhar é Transformativo

O papel do empreendedor nos anos 20 do século XXI



Fica cada vez mais nítida, para mim, a visão de que precisamos criar novos caminhos para a construção de um futuro viável e favorável à vida. O grande desafio é que os novos caminhos estão no mesmo território.


Não é sobre explorar e conquistar novos territórios, a la Elon Musk como temos acompanhado nos últimos anos. Essa postura empreendedora é ainda resultado do mesmo paradigma linear, do pensamento mecanicista e extrativista que “compramos”. Não há nada de novo nisso.

Os novos caminhos que precisamos criar partem de dentro de nós. De exercitar uma outra cognição que nos possibilite enxergar a realidade de uma forma integrada, interconectada e interdependente, nos percebendo como parte integrante de um todo, como sendo um sistema aninhado em outros sistemas vivos.

Precisamos nos despertar desse delírio separativista que se desenhou no mundo após a revolução técnico-científica do séc. XVII com Bacon, Descartes, Hobbes e Newton (aqui um disclaimer, agradeço a todos pelas enormes contribuições que ofereceram ao planeta).

É um pensamento focado nas partes ao invés do todo, pautado em um método de quebrar tudo em pedaços isolados para serem analisados de uma forma objetivada e isolada. Tem seus benefícios, é claro. Ajuda-nos a reduzir a complexidade e simplificar, o que torna mais fácil o acesso à realidade do mundo em que vivemos. E, que desempenhou um papel importante em nossa evolução ocidental, trazendo grandes avanços em muitas áreas de nossas vidas e permitindo avanços materiais em tecnologia, produção de alimentos, transporte e medicina.

Mas deixou pouco espaço para a compreensão ou sintonia com a dinâmica inter-relacional mais ampla, inerente a nós mesmos, aos nossos relacionamentos e a todos os sistemas vivos. A vida passou a ser percebida como semelhante a uma máquina em uma jornada de separação:



Por exemplo, enquanto empreendedores aprendemos infinitas estratégias e ferramentas para competir melhor. Mas a competição é apenas uma, dentre muitas dinâmicas em jogo na natureza. A vida prospera de inúmeras maneiras, principalmente por meio de redes, parcerias e colaboração. A competição implacável do lobo-contra-lobo não é, na verdade, a regra. No entanto, nos últimos séculos, nos condicionamos a ver a vida sob uma determinada luz, que mina nosso potencial humano de se conectar e coexistir.


Acredito que devemos cultivar uma nova mentalidade, descolonizar nosso pensamento. Somos humanos como natureza. E, temos que assumir nossa responsabilidade na condução das pessoas em um processo de descoberta e energização capaz de catalisar a evolução dos ecossistemas em que atuamos.

Nosso papel é desenvolvermos a nós mesmos, estimular o desenvolvimento de nossos times e comunidades, trabalhando para a evolução do sistema com um todo.

O novo Eldorado está na mesma Terra, mas é preciso navegar com uma bússola interna agora. Coragem! Estamos nos afastando da costa!

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